Pensamento padronizado

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Realmente é difícil para as pessoas entenderem determinadas coisas pelas quais você luta e uma causa que você se determina a defender. 
Cada vez que você se expõe, a realidade de que você não pode agradar à todo mundo é jogada na sua cara sem dó e nem piedade. Ainda mais em tempos que as pessoas estão ávidas pelas informações do agora, do que acontece exatamente neste momento. Se comparado à tempos atrás, isso é infinitamente mais rápido. 
O que eu quero dizer com isso é que se cria uma certa padronização de pensamentos, ou seja, se atrai grupos com pensamentos idênticos considerando uma verdade. Isso é inevitável, você deve estar pensando, se fosse assim as pessoas deveriam estar acostumadas à diversidade de corpos e características diferentes que vemos todos os dias. Vale um filtro, pensando por si só podemos descobrir a nossa verdade.
É tão fácil me sentar aqui e falar das coisas tristes que eu já vivi em relação ao meu peso e muitas pessoas se identificarem quase que imediatamente. No entando, é desafiador eu mostrar como eu desmenbrei os meus medos e me expus da maneira mais feliz possível. 
“Não é possível que ela esteja feliz vestindo 54, não é possível que ela tenha posado para fotos só de lingerie, não pode ser que ela tenha feito vídeos dançando feliz em frente a câmera de maneira despretensiosa, está querendo chamar atenção se fantasiando para não mostrar o que é.”
Algo que estamos acostumados a ver quase todos os dias não nos chama a atenção de forma tão negativa. “Esse papo de auto aceitação cansa e uma pessoa gorda não pode gostar de ser assim… está doente” muitas vezes é o pensamento comum.
Pensamentos padronizados como esses me fazem ir em frente com o que eu estou fazendo, para mostrar que de fato podemos ser felizes como somos. Eu poderia passar a minha vida inteira tentando alcaçar algo que talvez fosse inalcansável. A primeira fase do auto amor, a meu ver, foi entender a dor que eu depositei sobre o meu corpo. Criamos uma capa protetora ao nosso redor quando estamos cansados de sofrer. Automaticamente identificamos  a causa como sendo aquilo que não conseguimos aceitar. Se torna repetitiva essa análise de como você deveria estar, a ponto de você achar que seu corpo é errado.
Eu sempre digo que há uma diferença em “ser” ou ” estar” gorda. Eu sou gorda, por que depois de dissolver a capa protetora ao meu redor, ficar escondidinha com medo em um canto, eu decidi não estar mais estar naquele estado doloroso. Eu queria ser, com todas as forças, com todo amor que eu nunca imaginei que pudesse.
Agora muita gente já está fazendo o mesmo, não é mais novidade. As que se expõem, mas as que estão com a capa protetora ninguém sabe ao certo quem são.
Não estamos o tempo todo nos sentindo lindas, apesar de  maquiadas e com a melhor roupa. Não fazemos carão em frente á câmera, com poses não usuais. É um mero detalhe, apenas para dizer que podemos fazer. Tudo bem não nos sentirmos lindas o tempo todo por que beleza é algo relativo ao íntimo de cada um.
Eu vim para a Terra para viver e aprender o máximo de coisas que eu puder, passar por experiências impensáveis dentro do retrógrado “pode ou não pode”. É um desafio que eu estou disposta a transpassar, pelo simples fato que eu não sou o que o seu pensamento determina. Meu corpo não me limita a nada, é na verdade espantoso até onde eu posso ir.
E somente eu, somente você pode determinar até onde quer chegar! 

Beijos Gordosóficos!

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