A arrogância e o amor próprio

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Pode parecer estranho mas, o ato de atribuir a si o direito do amor próprio, faz mudar o sentido negativo da utilização da palavra arrogância.
Logicamente é preciso colocar nessa equação a humildade, normalmente carente em indivíduos arrogantes em todos os sentidos da sua vida.
Considerando a individualidade e a personalidade de cada um de nós, as que sofrem algum tipo de descriminação acham que não são dotadas do poder sobre si mesmas.
Falando por mim, a diminuição que as pessoas exerciam sobre as minhas opiniões, era tão grande que sempre me fez acreditar que eu não era capaz de absolutamente nada.
Acabamos entrando em modo de sobrevivência, vivendo uma vida latente baseada no medo, querendo insistentemente aceitação. Buscamos por algo que nos faça desenvolver. A verdade é que quando uma vida é excessivamente controlada pelos medos, cada vez menos há vida à controlar.
Passamos então do estado de apenas existir para o congelamento, isso é desesperador e é a pior atitude que podemos tomar. Sonhos, anseios e as coisas que desejamos conquistar paralisam também, caminhamos para um círculo interminável. Voltando sempre para o mesmo lugar.
Até descobrirmos que não é algo que se faz para mudar, é algo que se é. Ser perseverante tomando o poder do amor próprio para si, nos faz por muitos momentos sermos taxados de arrogantes.
E tudo bem, por que a luta é intensa e para nos amarmos de verdade nos é exigido ser o herói que consegue controlar e depois vencer os seus medos.
Temos que encarar nossas feridas, dedicar nosso coração a esse processo. Por inúmeras vezes recuar, dar à volta e aparecer às costas dos nossos fantasmas, significa que estabelecemos domínio sobre eles.
Assim aprendemos o controle, à fixar prioridades e concentrarmos a nossa atenção em nós mesmos, agora com muita determinação. Fazendo o círculo da vida girar, saindo da estagnação.
O caminho do coração é o caminho da criação, ele é quem nos transmite o conhecimento dos ritmos e as emoções necessárias para a grande jornada do auto amor. Assim ele será nutrido até o fim dos seus dias. Não se isole, procurar por pessoas que passam por situação semelhante a sua ajuda a desmanchar o emaranhado de pensamentos que se formam. Eles não se organizarão de uma hora para outra, por experiência própria.
Espero que alguém possa se identificar com estas palavras, pois elas relatam o meu processo de aprendizagem, que a meu ver nunca acaba. Tenho dias ruins e dias bons, mas cabe a mim decidir em qual sentimento ficar.

“O que buscamos também está a nossa procura, e quando encontrarmos que tenhamos maturidade para não fugir achando que não nos pertence.”

Beijos Gordosóficos!

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