A comparação é o ladrão da felicidade?

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Nasci bem gordinha, sofri muito bullying na época da escola e com 15 anos eu estava bem acima do peso “ideal”. Nesta foto aí de baixo eu tinha 17 anos e foi o menor peso que eu já tive até hoje, 73 kg. Eu fui muito severa comigo mesma, comia em prato de sobremesa para diminuir a quantidade de comida, que eu simplesmente não sabia controlar. E sempre que eu me olhava no espelho eu me via gorda.
73kg – menor peso que eu já tive
Por mais magra que eu estivesse eu nunca me vi magra o suficiente, cá entre nós era um esforço enorme aceitar minha imagem. Nenhuma roupa estava boa, me sentia o tempo todo vigiada pela minha obcessão pela perfeição. Que perfeição era essa afinal?
Já na foto abaixo estou com o maior peso que eu já tive, 120kg. Foi aí que me fiz essa pergunta, “Eu era mais feliz magra ou sou mais feliz gorda?”. Na verdade eu parei de torrar meu cérebro e decidi ter qualidade de vida e saúde, era isso que mais me importava. Quando eu parei de fazer as terríveis comparações, quando eu parei de lutar por um padrão que eu jamais iria alcaçar, quando eu aceitei minha imagem no espelho e me vi realmente com olhos carinhosos… foi só aí que eu comecei a construir minha felicidade. 
120kg – maior peso que eu já tive

A perfeição que eu perseguia foi criada por mim mesma, o amor próprio não tem uma forma correta. Com passos lentos, porém sóbrios, estava caminhando até o encontro da minha auto estima.

“Perdoe-se… Por favor perdoe-se.
Somos todos culpados, se quisermos.
Somos todos felizes, se deixarmos.”

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